Este blog destina-se a catalogação de estudos e pesquisas feitas sobre o Livro dos Espíritos que é a obra fundamental do Espiritismo e foi escrita pelo mestre Allan Kardec com a colaboração dos espíritos por meio dos diálogos mediúnicos. Estas pesquisas visam contribuir para o conhecimento aprofundado do seu processo de construção e caso elas tomem corpo e a receptividade dos leitores for boa então possivelmente elas se transformarão num livro.
domingo, 18 de abril de 2010
Uma controvérsia com Anna Blackwell
terça-feira, 30 de março de 2010
Uma controvérsia em detalhes
Como o conteúdo do texto é muito forte então nos certificamos de sua autenticidade e procedência. Entre as provas coletadas está a cópia digitalizada do periódico onde o artigo foi publicado (fornecida pelo editor Paul Gaunt da publicação online Psypioneer).
Também recebemos uma cópia da versão traduzida para o Francês e publicada no periódico La Lumière em 1899; esta foi fornecida pelo professor John Monroe, autor do livro Laboratories of Faith: Mesmerism, Spiritism, and Occultism in Modern France.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Definição ao lado
Enfim, na primeira edição a pergunta número 1 não tem propriamente uma resposta, mas uma "definição" colocada na segunda coluna. No lugar da resposta Kardec colocou entre parênteses "Définition ci-à-côté". Vejam:
domingo, 20 de dezembro de 2009
As reencarnações de Kardec
Além desta existência como um druida, Kardec ainda teria recebido a revelação de que era o espírito reencarnado do filósofo Platão. Esta informação foi dado por Zéfiro, espírito familiar e protetor dos Baudin. De acordo com a entrevista dada por Marlene Nobre a Folha Espírita em junho de 1998 e reproduzida no livro A Volta de Allan Kardec a informação consta de um documento escrito por Kardec que parou nas mãos do pesquisador Canuto Abreu.
Folha Espírita: E a questão de Platão e Kardec?!
Marlene Nobre: Esse caso foi muito interessante. Dr. Canuto Abreu mostrou a mim e ao Freitas um documento do próprio punho de Kardec, no qual ele escreve mais ou menos o seguinte: depois que Zéfiro me contou que eu fui Platão é que pude compreender melhor a minha missão.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Uma controvérsia
O artigo abaixo foi publicado pelo embaixador e professor russo Alexandre Aksakof em 1875 no periódico 'The Spiritualist Newspaper' de Londres. A reprodução deste artigo também pode ser encontrada aqui e aqui. A partir dele se apresenta uma controvérsia a respeito do grau de participação da médium no conteúdo do Livro.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Quem são eles?
Tanto na primeira quanto na segunda edição do Livro dos Espíritos não há informações suficientes para identificar corretamente quais seriam os autores espirituais da obra. Contudo e, de qualquer forma, vale a pena explorar um pouco as diferenças entre uma edição e outra.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Primeiro ano do Decodificando
Partindo de nosso estudo comparativo das duas primeiras edições do Livro dos Espíritos, que começou pelo mapeamento dos diálogos, fomos desenvolvendo nossas idéias. Ficamos maravilhados com o farto material a ser trabalhado e as inúmeras possibilidades de análises. Desde então foram 54 posts que nos dão uma boa média de 1 post por semana.
sábado, 10 de outubro de 2009
A cepa decepada
Coloca na cabeça do livro a cepa de vinha que te desenhamos, porque ela é o emblema do trabalho do Criador; todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o espírito nela se encontram reunidos: o corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou o espírito unido à matéria é o grão. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que não é senão pelo trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos.
Kardec não seguiu a risca a orientação dos espíritos, pois reproduziu o desenho no interior e não na cabeça do livro. É claro que isso é apenas um detalhe. Aliás, é exatamente por estes detalhes que se conclui que Kardec se preocupava mais com o conteúdo do que com a forma.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Um exemplo de diálogo - Parte 3
O aproveitamento do diálogo para a confecção da nova edição do Livro dos Espíritos se deu principalmente na sua terceira parte (itens de 18 a 26). Mais especificamente, Kardec selecionou as perguntas e respostas dos itens 21, 22, 24, 25, 26 e o seu comentário no item 27. Vamos a eles!
sábado, 6 de junho de 2009
Um exemplo de diálogo - Parte 2
Análise geral do diálogo
O objetivo desta análise geral é o de compreender o processo básico de comunicação com os espíritos. E o primeiro passo seria identificar o espírito comunicante. Este era um contemporâneo de Kardec, falecido a pouco tempo, e tinha uma certa instrução. Aparentemente este espírito Théophile Z. não seria uma pessoa famosa pois não encontramos referências suas na Internet. Também não há outras mensagens assinadas por ele nas obras de Kardec.
domingo, 31 de maio de 2009
Um exemplo de diálogo - Parte 1
Na primeira edição do Livro dos Espíritos os diálogos eram mais extensos do que na segunda edição. E no seu apêndice há uma nota contendo um diálogo completo que pode contribuir bastante para a nossa tarefa de decodificar o Livro dos Espíritos.
Dada a relevância deste diálogo faremos primeiramente uma leitura comentada e depois faremos uma discussão sobre os aspectos que nortearam o diálogo. Numa terceira parte avaliaremos de que forma Kardec aproveitou este diálogo para a elaboração dos seus novos textos.
domingo, 3 de maio de 2009
Recuperando o fôlego!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Tudo se encadeia mais ainda
Ficamos muito felizes em receber do respeitado professor Silvio Chibeni uma nova e importante informação sobre os acréscimos e modificações na décima terceira edição do Livro dos Espíritos. No seu artigo original Chibeni reproduz a nota explicativa desta décima terceira edição (publicada em 1865) e um dos pontos desta nota se refere a algum acréscimo nos comentários finais após o diálogo 613.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
O Livro em Revista
Kardec soube aproveitar bem as edições mensais da Revista para este fim. E, assim, podemos encontrar várias citações sobre o Livro dos Espíritos desde simples referências até o anúncio de novas edições e novos livros.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A fina ironia
O sucesso da segunda edição foi seguida rapidamente por duas novas edições possivelmente sem modificações.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Em verdade da Verdade
Na primeira edição do Livro dos Espíritos Kardec não menciona, pelo menos diretamente, o Espírito Verdade. Os únicos espíritos superiores mencionados são os que estão na nota XVII.
Primeira edição
Nota XVII
... Vários espíritos concorreram simultaneamente a estas instruções, às quais assistiam, tomando alternadamente a palavra e falando um em nome de todos. Entre os que animaram personagens conhecidas citaremos João Evangelista, Sócrates, Fénelon, São Vicente de Paulo, Hannemann, Franklin, Swedenborg, Napoleão Primeiro; os demais habitam esferas elevadas e, ou nunca viveram na Terra ou aqui apareceram em época imemorável.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Indo aos originais
Revista Espírita, março de 1858
O doutor Xavier
Nota. A teoria, dada por esse Espírito, sobre o instante da união da alma e do corpo, não é inteiramente exata. A união começa desde a concepção; quer dizer, desde esse momento, o Espírito, sem estar encarnado, liga-se ao corpo por um laço fluídico que vai se apertando, mais e mais, até o nascimento; a encarnação não se completa senão quando a criança respira. (Ver O Livro dos Espíritos, n 344 e seguintes.)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Tudo se encadeia
Na sua revisão do tema envolvendo os animais Kardec procurou manter a maioria das perguntas e respostas da primeira edição, mas também procurou retocá-las para dar mais liberdade para novas interpretações. Veja no mapeamento abaixo como a nova edição torna-se menos rígida em relação a possibilidade de um ponto de contato entre a alma do homem e a alma do animal.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Elementar, meu caro!
Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas
Vocabulário Espírita
Espírito elementar, Espírito considerado em si mesmo e feita abstração de seu perispírito ou invólucro semimaterial.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Graças particulares
Desde a primeira edição, as respostas já valorizavam a prece quando ela parte do coração. Mas, é na segunda edição que Kardec dá uma maior ênfase ao valor do sentimento empregado na prece. Vejam, por exemplo, o mapeamento abaixo:
domingo, 11 de janeiro de 2009
Queda dos anjos

O mito da queda dos anjos, ou o pecado original, tem suas raízes em todas as culturas e mais especificamente nos dogmas católicos. Kardec não se furtou em discuti-lo assim como fez sobre todas as outras coisas. E esta discussão veio desde o início pela publicação da primeira edição do Livro dos Espíritos até a publicação de sua derradeira obra, A Gênese, quando expõe a sua já sancionada doutrina dos anjos decaídos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Benefício de inventário

Allan Kardec sempre foi muito prudente na exposição dos ensinamentos espíritas. E a medida que o seu trabalho crescia lhe trazendo um maior volume de informações então ele se tornava ainda mais prudente. E esta prudência se observa no caráter mais geral que ele deu a sua nova edição do Livro dos Espíritos.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Alma, causa, efeito
Um destes possíveis entraves pode estar nas predisposições que o homem carregaria a cada encarnação. Mas estas predisposições podem ser alheias ou não ao espírito, isto é, podem ser físicas ou espirituais. Vejam no mapeamento abaixo como a predisposição ao assassínio foi visto na primeira edição como algo alheio ao espírito:
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Os nossos gênios

O mestre Allan Kardec se preocupava muito com a definição do vocabulário espírita porque entendia que a ambiguidade de algumas palavras poderiam ser a origem de intermináveis discussões. Foi por esta razão que, já no nascimento do Espiritismo, ele publicou a obra 'Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas' onde destacou:
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
De Reencarnar para Reencarnando
OBSERVAÇÃO: este texto complementa-se com o artigo “Xavier, de corpo e alma”. Buscamos neste artigo apresentar o processo cronológico e histórico de reformulação do modelo teórico de reencarnação que Kardec sintetiza na segunda edição d'O Livro dos Espíritos, reformulando o que havia apresentado na primeira edição.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
As luzes do Cristianismo
Para a segunda edição Kardec procurou aumentar este vínculo introduzindo novas respostas e comentários com o emprego das palavras Cristo e Cristianismo e, algumas vezes, associadas a palavra Espiritismo. Para efeito de comparação temos na primeira edição um total de seis aparições da palavra Cristo e na segunda, um total de trinta e duas.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Xavier, de corpo e alma
Sabemos que o Livro dos Espíritos é a pedra angular do Espiritismo e, por isso, damos um alto valor ao que nele está escrito. E maior será esse valor quanto mais informações tivermos sobre ele.
sábado, 20 de dezembro de 2008
A escalada da escala
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Mundos transitórios
Em especial a resposta à primeira pergunta do diálogo 234 é formada pela combinação da resposta de Santo Agostinho e uma resposta dada por Mozart em uma outra comunicação obtida no mesmo mês. Isto vem do fato de que o tema da nova comunicação foi proposto exatamente por causa da comunicação anterior. Vejam:
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Eles se vêem, mas...
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Nas entranhas da Terra
Ainda hoje existe muita dúvida a respeito da habitação dos espíritos que povoam a Terra juntamente conosco, espíritos encarnados. Provavelmente, esta dúvida também perseguiu Kardec durante a fase inicial do desenvolvimento das idéias espíritas.
Em ambas as edições recebemos a informação de que os espíritos estão por toda a parte e interagem conosco sem cessar. Mas eles ocupam um lugar definido? Ou eles têm uma ocupação definida?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Corpo de prova
Para tanto, estas provas têm, antes de mais nada, um caráter moral. Isto é, elas miram nos nossos defeitos e na nossa ignorância e assim nos oferecem a oportunidade de agirmos sobre as questões morais nas quais teremos que decidir pelo certo ou pelo errado.
Por outro lado, muitas das vezes estas provas se concretizam a partir de realidades materiais como, por exemplo, pela falta ou excesso de dinheiro, pela inserção em uma família mais ou menos educada, ou até pela encarnação em um corpo mais ou menos saudável.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Infinito de Deus
Basicamente não há muitas diferenças entre as edições, mas pequenas e interessantes observações podem ser formuladas. Vamos a elas!
sábado, 29 de novembro de 2008
Repouso físico e moral
Possivelmente ao ter contato com espíritos sofredores Kardec se deu conta de que as sensações destes espíritos se assemelham àquelas dos espíritos encarnados. Foi assim que ele ampliou o conceito de fadiga e repouso ao dividir o diálogo 73 da primeira edição nos dois diálogos 253 e 254 da segunda edição. Vejam:
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Gêmeos e a indivisibilidade
Nas pesquisas feitas sobre a natureza do espírito Kardec buscou se certificar da real individualidade de cada um de nós. E para isto usou o exemplo dos gêmeos imediatamente após uma direta resposta dos espíritos. Vejam:
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Questão de estilo
domingo, 23 de novembro de 2008
O espírito do sexo
Observem no mapeamento abaixo a forma objetiva e definitiva na primeira edição e a forma mais maleável e aberta na segunda:
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Realidade dos sonhos
Neste ponto, a visão do mestre Allan Kardec alterou-se significativamente ao ampliar as hipóteses envolvendo os sonhos. Por exemplo, Kardec, tendo maior controle sobre a doutrina, passa a ser mais criterioso em relação a capacidade de visão espiritual dos extáticos. Em um extenso diálogo na primeira edição com seis pares de perguntas e respostas (mais os comentários adicionais) uma das respostas se destaca por estar ligeiramente modificada. Vejam:
Margem a interpretação
Ou seja, ele não tinha absoluta necessidade de fazer algumas das modificações que fez, mas entendeu ser importante para evitar que os diálogos lidos individualmente pudessem dar margem a uma interpretação equivocada. A seguir colocaremos um exemplo de como isto se deu.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O espírito deixa de ser sinônimo de Espírito
Ao compararmos a Introdução da primeira edição com a da segunda edição d'O Livro dos Espíritos notamos um comportamento repetido a exaustão: nas palavras “espírito” colocadas no meio da frase, foi substituído o “e” minúsculo pelo “E” maiúsculo 105 vezes. Este comportamento sistemático nos demonstram 2 coisas:
a) Kardec foi extremamente cuidadoso em seu trabalho de revisão e reformulação dos textos d'O Livro dos Espíritos. Desta forma, toda diferença entre as duas edições deve ser valorizada e investigada, em busca das possíveis motivações de Kardec.
domingo, 16 de novembro de 2008
Comentários ou respostas?
Do tópico anterior sobre a fusão das respostas pudemos perceber que Kardec teve uma participação ativa na seleção e redação das respostas atribuídas aos espíritos. Mas, e quantos aos comentários? Teriam os espíritos participação neles? De acordo com o próprio Kardec, sim.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Fusão de respostas
"Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857."
domingo, 9 de novembro de 2008
Prolegômenos
Doutrina ou filosofia?
Assim como na Introdução Kardec já havia se referido a uma filosofia espiritualista e no quinto parágrafo deste Prolegômenos também há uma alteração neste sentido. Mudando de doutrina para filosofia parece que Kardec quer dar um tom mais abrangente a sua obra.
sábado, 8 de novembro de 2008
Começando pela Introdução
Postura defensiva
A apresentação de uma nova doutrina à sociedade exigiu de Kardec uma postura mais defensiva ao tratar dos novos conceitos e das explicações envolvendo os fenômenos mediúnicos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Notas Explicativas 3
Quantos diálogos possui a segunda edição?
Uma pequena questão, que se torna importante para nós nos entendermos ao comparar as duas edições, é definir quantos diálogos possui a segunda edição d'O Livro dos Espíritos. São 1018 ou 1019 diálogos? Está confusão se deve as divergências entre as diferentes decisões tomadas pelos diferentes tradutores e editores para solucionar uma falha presente na segunda edição do original francês. Na segunda edição francesa temos a ausência do número 1011. Após a pergunta enumerada 1010, segue-se uma com travessão e a próxima com o número 1012. A tradução de Guillon Ribeiro, ao chegar no diálogo 1010, interrompe a enumeração das perguntas sem número, que vinha fazendo até então com letras, e optou por manter rigorosamente a mesma falha, deixando a questão entre a 1010 e a 1012, e as demais questões não numeradas por Kardec, apenas com o travessão originall. A tradução de Evandro Bezerra optou por enumerar a pergunta entre a 1010 e a 1012 com o número 1011. A tradução de Herculano Pires apresenta diferentes padrões, dependendo do ano de impressão, sugerindo interferência do editor. Publicação impressa em 2002 enumera a questão sem número como 1010-a, tirando uma unidade numérica de todas as seguintes, finalizando com 1018 diálogos. A publicação impressa em 1989 faz uma confusão maior : enumera a questão sem número com 1010-a, como em 2002, porém, a questão enumerada com 1011-a em 2002, é substituído por 1012, e desta forma, finaliza o livro com 1019 diálogos (veja tabela abaixo).
Notas Explicativas 2
1) Os Livros dos Espíritos consultados.
Para realizar esta comparação, deparamos com uma limitação pessoal: não dominamos o francês. Por este motivo, utilizamos várias traduções brasileiras e o original em francês para conferirmos algumas contradições das traduções e / ou dúvidas. Este trabalho, nos permitiu também analisar um pouco do trabalho diferenciado dos tradutores brasileiros no trato com a obra original. Foram consultados:
a) O Primeiro Livro dos Espíritos de Allan Kardec, tradução de Canuto Abreu, Companhia Editora Ismael, 1957.
sábado, 1 de novembro de 2008
Minuciosa revisão
Quando comparamos mais atentamente diferentes edições podemos observar o elevado grau de detalhe que o mestre Kardec impunha na sua revisão. E este refinamento tinha objetivos muito além da estética. Servia principalmente para ajustar idéias originalmente imprecisas ou que distanciassem muito da síntese de seu pensamento atual.
Notas Explicativas 1
Perguntas ou Diálogos?
Uma explicação que acostumei ouvir era que a primeira edição possuía 501 “perguntas”, e Kardec ampliou a segunda edição para 1019 “perguntas”. A discussão sobre a simplicidade da explicação de que Kardec apenas “ampliou” O Livro dos Espíritos na segunda edição faz parte de todo o corpo deste trabalho. Neste momento quero apenas propor um conceito diferente para as 501 “perguntas” e para as 1019 “perguntas”. Ao invés de defini-las como “perguntas” prefiro defini-las como “diálogos”, onde cada diálogo pode ser formado por apenas um conjunto de pergunta-responta ou vários conjuntos perguntas-respostas.
Como Tudo Começou Comigo (Leopoldo Daré)
Preciso começar minha história há aproximadamente dez anos atrás, com fatos que apesar de importantes para mim, não foram devidamente registrados, e suas imagens imprecisas parecem envoltas em uma névoa permanente. Começarei pelo Congresso Médico-Espírita Brasileiro de 1999, ou 1997. No programa do congresso daquele ano havia um workshop diferente, que se propunha a falar de métodos de pesquisa, e defendia a tese de que a metodologia de pesquisa social é o método naturalmente herdeiro dos trabalhos de Kardec, e o caminho que os cientistas espíritas deveriam tomar. Infelizmente não me lembro do nome da professora, do sul do país, responsável pelo workshop.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Dispersão dos mapeamentos
Como era de se esperar praticamente todas as questões da primeira edição foram aproveitadas na segunda edição. Entretanto algumas delas foram redistribuídas na nova edição para assegurar uma "ordem muito mais metódica das matérias".
É interessante avaliar exatamente onde esta redistribuição das questões se deu. Após realização de todos os mapeamentos construímos um gráfico da dispersão dos mapeamentos que indica esta redistribuição.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Mais do básico
Assim, na primeira edição temos:
- Doutrina Espírita - 10 capítulos
- Leis Morais - 11 capítulos
- Esperanças e Consolações - 3 capítulos
E na segunda edição:
- Causas Primárias - 4 capítulos compostos de 17 subdivisões
- Mundo Espírita - 11 capítulos compostos de 67 subdivisões
- Leis Morais - 12 capítulos compostos de 62 subdivisões
- Esperanças e Consolações - 2 capítulos compostos de 15 subdivisões
O básico do básico
Na primeira edição deste trabalho, anunciamos uma parte suplementar. Ela devia compor-se de todas as questões que não couberam nele, ou que circunstâncias ulteriores e novos estudos fizessem nascer. Como porém são todas relativas a uma qualquer das partes tratadas, das quais são desdobramento, sua publicação isolada não apresentaria nenhuma sequência. Preferimos esperar a reimpressão do Livro para fundir tudo juntamente, e aproveitamos o ensejo para introduzir na distribuição das matérias outra ordem muito mais metódica, ao mesmo tempo que decepamos tudo quanto importava em lição dúplice. Esta reimpressão pode pois ser considerada como trabalho novo, embora os princípios não hajam sofrido nenhuma alteração, salvo pequeníssimo número de exceções, que são antes complentos e esclarecimentos que verdadeiras modificações.
sábado, 25 de outubro de 2008
Uma nova proposta
É nesse sentido que acredito que a exposição de novos dados observados diretamente na obra de Kardec poderá servir como elemento de reflexão e compreensão do processo de construção e evolução do seu pensamento.
A partir da exposição destes novos dados será possível avaliar de forma crítica e livre aspectos doutrinários até então relegados ao baú da escuridão e da discórdia entre os diferentes segmentos espíritas.
Aos amigos
É gostoso lembrar também dos bons diálogos feitos em outra lista de debates, do já tradicional Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco (IPEPE). Nela conheci pessoas muito lúcidas que demonstravam que um novo caminho deveria ser percorrido. Uma delas é o incansável e dedicado Luiz Vaz que sempre acompanhou minhas mensagens.
O companheiro
Pela virtualidade da Internet conheci o Leo, mas felizmente já tive a oportunidade de encontrá-lo pessoalmente. Aliás, moramos em cidades próximas no interior de São Paulo e isto facilitou a nossa aproximação.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Quando tudo começou...
O meu gosto pela leitura colaborou bastante para que eu logo compreendesse a base da doutrina deixada pelo mestre Allan Kardec. De forma introvertida eu ficava processando as idéias contidas naquelas obras. E me sentia maravilhado pela forma simples, coerente e clara na exposição das mais importantes questões da vida.
