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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Os nossos gênios


O mestre Allan Kardec se preocupava muito com a definição do vocabulário espírita porque entendia que a ambiguidade de algumas palavras poderiam ser a origem de intermináveis discussões. Foi por esta razão que, já no nascimento do Espiritismo, ele publicou a obra 'Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas' onde destacou:

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

De Reencarnar para Reencarnando


OBSERVAÇÃO:
este texto complementa-se com o artigo “Xavier, de corpo e alma”. Buscamos neste artigo apresentar o processo cronológico e histórico de reformulação do modelo teórico de reencarnação que Kardec sintetiza na segunda edição d'O Livro dos Espíritos, reformulando o que havia apresentado na primeira edição.

sábado, 20 de dezembro de 2008

A escalada da escala

A classificação das diferentes ordens de espíritos não é algo que deva ser encarado de forma absoluta. Tanto é assim que Kardec refez mais de uma vez sua escala espírita durante o período compreendido entre as publicações das duas primeiras edições do Livro dos Espíritos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Eles se vêem, mas...

Os espíritos se vêem, mas será que esta é uma regra absoluta? De acordo com a primeira edição não há restrições que impeçam a visão de um espírito por outro. E na segunda? Vejam que interessante o mapeamento abaixo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Nas entranhas da Terra

* Este tema foi sugerido pela simpática amiga Nilza Pelá *

Ainda hoje existe muita dúvida a respeito da habitação dos espíritos que povoam a Terra juntamente conosco, espíritos encarnados. Provavelmente, esta dúvida também perseguiu Kardec durante a fase inicial do desenvolvimento das idéias espíritas.

Em ambas as edições recebemos a informação de que os espíritos estão por toda a parte e interagem conosco sem cessar. Mas eles ocupam um lugar definido? Ou eles têm uma ocupação definida?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Corpo de prova

De acordo com os ensinamentos espíritas, no intervalo entre as encarnações o espírito pode planejar sua próxima existência escolhendo algumas provas que terá que suportar. Estas lhe servirão para aprendizado e, consequentemente, para a sua própria evolução.

Para tanto, estas provas têm, antes de mais nada, um caráter moral. Isto é, elas miram nos nossos defeitos e na nossa ignorância e assim nos oferecem a oportunidade de agirmos sobre as questões morais nas quais teremos que decidir pelo certo ou pelo errado.

Por outro lado, muitas das vezes estas provas se concretizam a partir de realidades materiais como, por exemplo, pela falta ou excesso de dinheiro, pela inserção em uma família mais ou menos educada, ou até pela encarnação em um corpo mais ou menos saudável.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Infinito de Deus

Existem conceitos que são bastante difíceis de serem explicados por palavras, sobretudo quando eles são mais abstratos. É o que acontece com Infinito e Deus que mereceram destaque logo nos primeiros diálogos em ambas as edições do Livro dos Espíritos.

Basicamente não há muitas diferenças entre as edições, mas pequenas e interessantes observações podem ser formuladas. Vamos a elas!

sábado, 29 de novembro de 2008

Repouso físico e moral

Algumas vezes as palavras podem aprisionar as idéias quando são colocadas de forma delimitada explorando um único entendimento. Na sua nova edição, Kardec procurou romper estes limites abraçando um conjunto maior de idéias e experiências observadas no intervalo de amadurecimento entre as duas edições.

Possivelmente ao ter contato com espíritos sofredores Kardec se deu conta de que as sensações destes espíritos se assemelham àquelas dos espíritos encarnados. Foi assim que ele ampliou o conceito de fadiga e repouso ao dividir o diálogo 73 da primeira edição nos dois diálogos 253 e 254 da segunda edição. Vejam:

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Gêmeos e a indivisibilidade

Os irmãos muito próximos e particularmente os gêmeos são casos especiais que despertam a atenção tanto de cientistas como de espiritualistas. Assim, também aconteceu com Kardec na elaboração de suas perguntas nos diálogos com os espíritos.

Nas pesquisas feitas sobre a natureza do espírito Kardec buscou se certificar da real individualidade de cada um de nós. E para isto usou o exemplo dos gêmeos imediatamente após uma direta resposta dos espíritos. Vejam:

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Questão de estilo

Em alguns dos diálogos travados entre Kardec e os espíritos, as perguntas e respostas foram reformuladas sem nenhum prejuízo ou aumento do entendimento. A primeira vista trata-se de uma questão de estilo. Vejam, por exemplo, a reformulação do mapeamento abaixo.

domingo, 23 de novembro de 2008

O espírito do sexo

Infelizmente, Kardec abordou o tema da sexualidade de forma relativamente breve. Na primeira edição temos uma única pergunta sobre o sexo dos espíritos (131) e na segunda edição temos três (200, 201 e 202). Por outro lado, este aumento, ainda que pequeno, demonstra uma certa necessidade de desenvolver melhor o tema.

Observem no mapeamento abaixo a forma objetiva e definitiva na primeira edição e a forma mais maleável e aberta na segunda:

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Realidade dos sonhos

Os sonhos possuem uma posição de destaque nos ensinamentos espíritas uma vez que eles podem refletir nossas experiências espirituais fora do corpo físico. Por outro lado, também podem refletir o produto de nossa imaginação.

Neste ponto, a visão do mestre Allan Kardec alterou-se significativamente ao ampliar as hipóteses envolvendo os sonhos. Por exemplo, Kardec, tendo maior controle sobre a doutrina, passa a ser mais criterioso em relação a capacidade de visão espiritual dos extáticos. Em um extenso diálogo na primeira edição com seis pares de perguntas e respostas (mais os comentários adicionais) uma das respostas se destaca por estar ligeiramente modificada. Vejam:

Margem a interpretação

O mestre Allan Kardec tinha plena consciência da importância em oferecer um conjunto de ensinamentos claros e objetivos. Sabia que os diálogos com os espíritos não poderiam dar margem a diferentes interpretações. Neste sentido ele retocou algumas das respostas dos espíritos ainda que o estudo completo da obra direcionasse para uma única interpretação.

Ou seja, ele não tinha absoluta necessidade de fazer algumas das modificações que fez, mas entendeu ser importante para evitar que os diálogos lidos individualmente pudessem dar margem a uma interpretação equivocada. A seguir colocaremos um exemplo de como isto se deu.

domingo, 16 de novembro de 2008

Comentários ou respostas?

O Livro dos Espíritos é composto de uma série de diálogos e de comentários colocados ao final de algum destes. A primeira vista, pode-se dizer que as perguntas foram formuladas por Kardec, as respostas foram dadas pelos espíritos e os comentários elaborados por Kardec. Mas será que existe aí uma delimitação bem definida? Ou existe um grau de liberdade na responsabilidade de cada um?

Do tópico anterior sobre a fusão das respostas pudemos perceber que Kardec teve uma participação ativa na seleção e redação das respostas atribuídas aos espíritos. Mas, e quantos aos comentários? Teriam os espíritos participação neles? De acordo com o próprio Kardec, sim.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fusão de respostas

O mestre Kardec deu uma pista muito importante sobre a forma lapidar com que construía sua obra. A partir de suas anotações pessoais reproduzidas em Obras Póstumas podemos extrair um resumo deste processo de construção:

"Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857."